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Larissa Zanata / @lariviviani

Hoje na aula o Liberal (lá do Música Mel) pegou meu celular, mas logo desistiu de fuçar – meu celular é um tanto “complicado”. Como a aula não estava rendendo muito, desbloquei o celular e entreguei a ele. Ele tentou escrever uma mensagem, mas o tico e teco dele realmente estavam com dificuldades. Fiquei olhando aquela cena (ou “sena” – alguém ainda se lembra disso?) com certa dó e ai me lembrei de uma foto bizarra que guardo na minha pasta de fotos. Como o Lib tem um humor parecido com o meu, resolvi mostrá-la.

“Você que tirou? Manda isso pro Kibeloco!”. Não, não vou mandar a foto para ela aparecer lá no Pracas do Braziu, até porque não acho a foto engraçada, acho ela irônica, mas a reação dele me deu uma ideia para esse post.

Você já percebeu quanta gente escreve algo não necessariamente errado, mas com uma ambiguidade GIGANTE e às vezes nem se toca disso?

Um clássico exemplo de ambiguidade

Acontece que no feriado da páscoa fui pra casa de uma amiga lá em Ilha Bela. Na volta estávamos na balsa conversando dentro do carro e eu bati o olho na traseira de um caminhão. Lá estava estampada uma frase sem noção, tanto que fui assim que a nomeei no meu celular. Agora, ai que tá o X da questão. Tem vezes que a ambiguidade é proposital, mas não tive coragem de descer e perguntar para o senhor caminhoneiro:

"Moço, você percebeu que a frase ficou um tanto... eeer... ambígua?" (clique na foto, ou não)

Adoro últimas páginas de revista.

E pouquíssimas são melhores do que as da FHM.

Aos que não conhecem a FHM, darei um breve resumo na sua história. Foi uma das primeiras lad’s mag (“revista do camarada”, num português livre) do mundo. Nasceu, é claro, no Reino Unido, berço também da Maxim e da Loaded. Só os ingleses, com seu humor fino, poderiam tê-las criado. Um bom exemplo de lad’s mag no Brasil é a Vip.

Sempre leio a FHM de trás para frente. Aliás, faço isso com todas as revistas. E, se a última página for ruim, mando a revista inteira para o lixo. No jornalismo, falta de criatividade é um pecado imperdoável. A vida é boa e o tempo é curto. Para cada matéria ruim que lemos, deixo de ler uma boa.

A sessão final da FHM se chama “Contagem Regressiva”. Toda edição, ela traz “14 coisas que…” Aí, entra a criatividade do editor. Entre as que li, estavam “…são misteriosamente assustadores” e “…boas apenas no contexto”.

Encontrei um velho exemplar da FHM no meu armário. Decidi traduzir a “Contagem Regressiva” e compartilha-la com os leitores. Espero que gostem.

14 coisas que você secretamente tem pavor

14) Virar uma cerveja em público. Há uma expectativa social que você, como homem, tenha a habilidade de fazer esse tipo de coisa. Mas a humilhação inevitável vem quando você tosse, logo depois do primeiro gole, e a cerveja jorra pela sua boca e nariz. Em cima da mãe da noiva.

13) Bater papo com o encanador. Em teoria, ele é apenas um homem. E você pode papear com um homem. Na prática – as ferramentas, os grunhidos, o peito e os braços peludos, a recusa disfarçada de não comprar um cinto –, a masculinidade dele ultrapassa a sua numa dimensão tão grande que a história vai se lembrar do empurrão-no-furgão dele como o equivalente do século XXI aos Vikings remando na terra. “Então fica acertado $1000, minha namorada e tudo o que você conseguir levar no bolso?”

12) Seu avião pousando. “Nós estaremos no Tietê em alguns minutos”. Ah, sem problema. Espera aí, o quê?

11) Jogar pôquer apostando dinheiro e não fósforos. Dez minutos dentro, seiscentos reais para baixo. Será que agora é uma boa hora para admitir que você presumiu que “deixar as coisas mais interessantes” envolvia pedir uma Pizza Hut enquanto a Aninha tirava a blusa?

10) Degustar vinho num restaurante fino. “Hmmmm, sim. Menos óbvio que a maioria dos cabernets sauvignons, esse é mais encorpado. Como assim eu estou bebendo a lavanda?”

9) Estar em qualquer lugar perto de pombos. Os pombos são só uma parte da paisagem urbana, como os prédios altos e os mendigos, disse mamãe. Tá bom, ok. Há dezenas de milhões de ratos voadores no Brasil, cada um esperando pacientemente para defecar na sua cabeça. E você já chutou algum? Nem tente. Eles não ligam e não dói, porque todos têm endoesqueleto de metal. Como o Exterminador do Futuro. Pense nisso.

8 ) Ser voluntariado para o karaokê. Você bebe. Você dá risada. Você tenta esquecer aquilo. Mas você sabe que é inevitável. Sim, lá está – seu nome. Recuse e você será o desmancha-prazeres do ano. Então, você se arrasta até o palco e puxa País Tropical com o o ritmo de um índio boliviano.

7) O trivial exercício natalino. O peru é uma chacota; é hora da família da sua namorada descobrir quão grosso é o homem maculando a sua filha. Se aventure no esporte e talvez você tropece na canela da cunhada. Se enrole numa história e você já pode se enrolar do tapete persa do pai dela. Depois de 20 minutos, até o sobrinho está rindo da sua cara. Por que raios a gente não pode apenas assistir Entrando Numa Fria?

6) Qualquer animal maior que um cachorro. “Por que não? Ele está ali parado, comendo grama, com um olhar super dócil. Vai lá afagar o bichano”, diz sua namorada. Mas ela não sabe o que você sabe. Um movimento em falso e aquele jumento pode acabar com você – e ele sabe disso também.

5) Seu aniversário. “Caros colegas, obrigado pelo cartão. Eu convidaria vocês para um drink, mas tenho 29 anos e meu pai me mandou uma camiseta do Sr. Fantástico (tenho relativa certeza de que foi sarcástico), então estou indo para casa me enforcar.”

4) Ser ameaçado por pessoas mais novas. Peça desculpas aos policiais por tê-los feito perder tempo. Mas, honestamente, ela era uma garota de seis anos muito alta. E como você poderia saber que “Perdi minha mamãe!” não era alguma espécie de gíria de gangue?

3) Conversar com seu sobrinho no Orkut. blz, mlk??? add eu, precisamo tc!! vamo no timaum no fds, ctz neh??? detona o verdaum ;p! kkkkk! flw

2) Mandar o computador para arrumar. Quão longe eles podem ir? Você foi cuidadoso, deletou os históricos e até mesmo os cookies. Ainda assim, desde que chegou a internet a cabo você tem mergulhado cada vez mais fundo no pornô bizarro. E há o vídeo da vizinha. E tem ainda as fotos-teste ‘em que ângulo meu pênis parece maior’. E… bom, melhor comprar logo um notebook novo.

1) Vestir roupa nova no escritório. Três passos, dois passos, um passo. Sim, cheguei na minha cadeira. Agora tire a jaqueta de couro o mais silenciosamente possível… “Espera um segundo. Que diabos é isso? Você parece o Jon Bon Jovi!” E pronto: seis anos se passaram e lá está o apelido ainda.

A Terceira Onda

"Cenário contemporâneo marcado pela convergência das mídias, pela alta tecnologia e pela disseminação de vasta quantidade de informação."

Marília Miarelli

Não Ari, as novidades não estão fadadas ao tédio. Fato. Tenho certeza disso porque, vira e mexe, ou alguém me conta algo inacreditável, e que mesmo sendo mais corriqueiro hoje em dia, ainda é muito surpreendente como o caso dos Nardoni, por exemplo. Ou algo me fascina, como um estudo do IBOPE acerca da Era do Conhecimento.

Para saber como as pessoas estão lidando com os desafios do nosso tempo, o IBOPE Mídia lançou um estudo chamado Conectmídia, que se baseia na “conexão entre pessoas, marcas e meios.”

O mais bacana da pesquisa, foi a maneira que eles encontraram para divulgá-la: uma revista eletrônica muito bem feita (deem uma olhada, é só virar/”arrastar” a página para folhear a revista). Com um double click dá para aumentar a visualização e, ao virar a página com o mouse, ouve-se o barulinho da folha. Na real mesmo. ( Será o fim do papel gente?)

Quando o meu amigo me mostrou o estudo, fiquei feito uma criança quando ganha um brinquedinho novo. Virava apágina pra cá, virava pra lá, voltava, dobrava. Achei muito interessante a ideia, principalmente quando pensei no quão sustentável pode ser nosso futuro de convergências inteligentes.

Ecologia, nanotecnoligia, biotecnologia, desenvolvimento sustentável, mudança atrás de mudança. Excesso de informação. “Transformar quantidade em qualidade e  excesso em aprendizado são os grandes desafios desse cenário.”  Essa é a Nova Era. Chegamos na Era do Conhecimento, A Terceira Onda*, segundo o economista e futurista Alvin Toffler, na qual podemos usar  n conhecimentos ao mesmo tempo, e se feito com criatividade, podemos gerar mais conhecimento.

* Livro de Toffler, e no link, entrevista sobre essa terceira onda de mudanças na BBC Brasil – com o economista.

D’oh!

Ariane Donegati

De livros à seriados o maisumacomlimao está sempre apresentando coisas novas. E não tem jeito, quando a gente acha que as novidades estão fadadas ao tédio eis que surge algo beem interessante!

Pra eu te situar nesse post começo com uma pergunta: Quem nunca deu risada com um episódio dos Simpsons? Corrijam-me se estiver errada, mas esse seriado, que já está na 22ª temporada, é um sucesso. Faltou papo na mesa do bar? Fale de Simpsons, todo mundo vai ter algo pra comentar. E sempre tem um viciado na série pra resgatar aqueles episódios mais antigos e engraçados.

Tamanha é a popularidade de Homer, Marge e seus filhos que eles, e todo o elenco de Simpsons, viraram uma enciclopédia virtual! Se você acessar Wikisimpsons terá o layout da Wikipédia só que com o conteúdo restrito ao universo de Springfield! Gente, é muito engraçado, porque é absolutamente inusitado. Tem episódios, perfil dos personagens, convidados que já participaram da série, vídeos variados e interatividade. Você pode inclusive ajudar os produtores do site fazendo parte do grupo de mutirão da tradução.

Ok, parece meio nerd. Mas é bem feito e vale a pena visitar o site. Se não for pelo Simpsons, que seja pela criatividade dos produtores, às vezes falta um pouco disso.

http://www.youtube.com/watch?v=MoYTxFmyDkU&feature=player_embedded

De onde surgiu?

Por Luiza Mendonça

 

         

          Muitas vezes, convivemos com tradições e acreditamos em superstições sem saber de onde surgiram e se são verdade. A origem das superstições é incerta, mas existem três principais fatores responsáveis por ela: a religião, o folclore (ou lendas e mitos) e os aspectos culturais de um povo. Pensando nisso, fiz uma lista (e admito que fiquei surpresa) com seis curiosidades sobre o assunto.

 

1ª Sete ondas no Reveillón
          Esse é um costume que remete às tradições africanas, trazidas pelos escravos. O ritual homenageia Iemanjá, dona das águas salgadas. O número de ondas é sete, que é um número cabalístico representado por Exu, filho de Iemanjá. Os sete pulos servem para que os caminhos sejam abertos. Segundo a tradição, dar as costas para o mar após a homenagem dá azar.

2ª Metade das pessoas que nascem no mundo pertencem a seis países
          Uma pessoa, ao nascer, tem cinqüenta por cento de chance de viver em seis países. São eles: Índia, China, Paquistão, Nigéria, Bangladesh e Indonésia. Juntas, essas nações registram a metade das 77 milhões de pessoas que nascem a cada ano. A China, país mais populoso do mundo, pode perder esse posto, segundo a ONU. Projeções dizem que a Índia poderá ultrapassá-la em 2045.

3ª Pomo de Adão
          O nome se refere a uma lenda que afirma que um pedaço do fruto proibido teria ficado preso na garganta de Adão. Porém, na verdade, essa parte da garganta é uma projeção de uma cartilagem da laringe.

4ª Origem da caipirinha
          A bebida brasileira nasceu a partir de uma receita de remédio caseiro. Tudo começou com a tradicional infusão de limão e alho contra gripes e resfriados. Um dia, alguém resolveu acrescentar cachaça à receita (bendito seja!) e estava feita a bebida. A receita habitual da caipirinha é limão amassado, açúcar, cachaça e gelo. A bebida ficou conhecida em todo o país e sua fama atravessou fronteiras. Em 95, a caipirinha foi a primeira brasileira a integrar a lista oficial de coquetéis da Associação Internacional de Barmen (AIB).

5ª Derrubar o saleiro
          Os supersticiosos acreditam que derrubar o saleiro dá azar. Uma das razões para isso é que o sal já foi muito valioso e difícil de ser obtido, mas cada povo tem sua crença a respeito do assunto. Segundo uma antiga superstição norueguesa, a pessoa estaria condenada a derramar quantas lágrimas fossem necessárias para dissolver o sal derramado. Já os antigos alemães, franceses e americanos acreditavam que o ato de derramar sal estaria associado à manifestação do demônio. Estes dois últimos criaram o costume de jogar sal por cima do ombro esquerdo, pois julgavam estar atingindo o diabo no olho.

6ª Pele do rinoceronte
Existem boatos de que a pele do rinoceronte é a prova de balas. Isso porque o quadrúpede tem a pele tão espessa que serve para a fabricação de excelentes escudos, quase à prova de balas. Um projétil de espingarda disparado à 600 metros não perfura a pele do animal. Os caçadores mais experientes aproximam-se do animal para atirar à queima-roupa.

 

*Para conhecer mais curiosidades, origem dos mitos e superstições acesse: www.felipex.com.br/curiosidades.htm

Pedro Nogueira

A matéria sobre o "boimate", na Veja: gafe célebre da revista

Escrevi, na semana passada, sobre o The Onion. É um site que faz ótimas sátiras jornalísticas – tanto escritas quanto em vídeo. Coisa de alto nível. Como uma matéria do Barack Obama e seu distúrbio bipolar.

Às vezes, porém, algum desavisado compra a piada. Acha que é real. Até aí, nenhum problema. Cada um acredita no que bem entende.

O complicado é quando algum jornalista cai no conto.

E publica a brincadeira. Como se fosse uma notícia extraordinária. Uma bomba!

Pior ainda é se o jornalista trabalhar num veículo de repercussão.

Mas acontece.

E foi exatamente o que fez Eurípedes Alcântara, na Veja, há exatos 27 anos.

Eurípedes Alcântara, que escreveu a reportagem polêmica, é hoje diretor de redação da Veja

(Peço perdão aos leitores e à equipe do blog. “Que digressão absurda!”, vocês devem estar pensando. “Escrever sobre o Eurípedes Alcântara e a Veja num blog de entretenimento? Palhaçada!” Concordo, concordo. Mas o impulso dominou o teclado do computador, que posso fazer?)

Trata-se do famoso caso do “boimate”. Num 1º de abril, a revista inglesa The Scientist publicou uma reportagem reveladora: biólogos alemães fundiram células animais e vegetais. Mais especificamente, as do boi e do tomate. Criaram, assim, um tomate híbrido, com valor protéico elevadíssimo. Ou, popularmente, o “boimate”.

A Veja comprou o golpe — e lá foi Eurípedes Alcântara escrever a matéria.

O que eles não sabiam é que o “boimate” não passava de um trote do Dia da Mentira. E, na edição de 27 de abril de 1983, publicaram a bomba. Como se fosse uma revolução na ciência molecular. Realmente, há de se admitir – o adjetivo “bomba” lhe cai bem. Muito bem.

Moral da história: é aconselhável sempre checar as informações antes de publicá-las. Mas não tenha medo de errar. Apesar de celébre gafe, Eurípedes Alcântara hoje é diretor de redação da Veja. Um dos homens mais influentes da imprensa brasileira.

La Posa

Marília Miarelli

Eita, vamos começar a semana com intervenções urbanas. Esse tema pode ser pautado diariamente, tamanho o número de obras espalhadas por aí, pela capital paulista. Não só em São Paulo, mas ao redor do mundo todo as intervenções em muros, viadutos, ruas estão presentes.

Outro dia, domingo retrasado (25/04/2010), se não me engano, fui ao Minhocão canalizar o cansaço com suor. Vira e mexe, o Elevado é palco para as tais intervenções, e aquele dia não foi diferente. No meio do trajeto, do nada, tinha uma armação de alumínio muito curiosa. E, também curiosa que sou, fui perguntar para as pessoas que estavam tirando fotos e organizando o espaço: “Por gentileza, o que é isso?”.

Obra da artsita plástica Paola Junqueira no Elevado

A “assistente” atenciosa da artista plástica explicou que a obra é um objeto de pesquisa do Programa de Iniciação Científica do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo 2010, e que a intenção da artista Paola Junqueira com a instalação era “ter um espaço, no meio da bagunça, para pausa e reflexão”.

La Posa 3 é o nome desse projeto no Minhocão, visto que Paola já fez duas outras edições desse mesmo projeto. Uma no Festival Internacional Deptford X em Londres (2000) e outra no Festival de Arte Boulev’art “l’artiste dans la rue” (o artista na rua) em Cotonou no Benin na África (2003), sendo entituladas, La Posa 1 e La Posa 2, respectivamente.

A ideia da instalação veio de um vilarejo no Peru, quando, durante uma expedição arqueológica, descobriram  uma estrutura com “duvidosos alicerces”:

“Apenas uma montagem de madeira. Ainda assim os habitantes do vilarejo a consideram como uma casa, La Posa se parece mais com um esboço de uma casa…”, reflete Juan Muñoz, escultor espanhol, e completa “a construção surpreende não pela sua ausência de funcionalidade, mas pela sua transparência que distancia toda a ideia de abrigo ou refugio…

A artista plástica paulistana, também expôs seu pensamento em relação a obra:

“Se observar, observar, observar…

Viajem a partícula inicial, perceber que esta é circundada de ar.

Somos seres porosos, o mundo é poroso.

O meu desejo é que você,

sorrindo de peito aberto,

sinta uma gostosa brisa batendo!”

Oba, vamos sentir a tal brisa que ela comentou. E deem uma olhadinha no site dela. Tem muitos projetos interessantes.